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terça-feira, 7 de agosto de 2012

Berlim

Berliner Fernseheturm
Berliner Dom
Potsdamer Platz
Currywurst and french fries
Berliner Brandenburger Tor
Berlin Street lamp
Travel the world with a motorcycle
Buddy Bear
Alexanderplatz

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Bamboo Blues

Para mim, os vestidos de Shantala e mesmo a sua imagem foram o meu guia para a Índia. Maravilhada, Encantada, Arrebatada, Apaixonada, foi assim que fiquei ao assistir a este espectáculo, em que durante toda a primeira parte não consegui tirar os olhos do palco. Pina, obrigada pelos momentos de rara beleza que continua a semear pelos cantos deste mundo!


"É uma certa Índia, uma possibilidade de Índia. Porque não é possível definir tamanho país, nas suas brutais diferenças e contradições, o Tanztheater Wuppertal focou-se nas sensações e impressões colhidas em residências artísticas em Calcutá e Kerala – odores, cores, sabores – para traçar o retrato pessoal de uma cultura sobre a qual “sabemos tão pouco”. Depois das peças “topográficas” sobre Palermo, Lisboa, Istambul ou Tóquio, e antes da derradeira produção em Santiago do Chile, em 2009, Pina Bausch deixou uma síntese da Índia contemporânea e das tradições ancestrais, como a mitologia ou a dança clássica indiana. Shantala Shivalingappa destaca-se, com os seus solos, do conjunto de 16 bailarinos, que dão corpo a uma coreografia vibrante, de intensa fisicalidade, com velozes movimentos de pés. Com um fino humor (em que múltiplas ventoinhas convivem com simulações de elefantes), uma disposição optimista (apesar dos conflitos e do absurdo) e a comicidade e inspiração de elementos locais (como os panejamentos ou os bambus), Bamboo Blues convoca Talvin Singh e a Bombay Dub Orchestra com o mesmo à-vontade com que introduz uma foto de um casal de estrelas de Bollywood. A nota dominante, porém, é melancólica, como o próprio título sugere. Nostalgíndia?" TNSJ

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Passione




Baseado na sua paixão por Nápoles, e no facto de ter crescido num ambiente em que a música era um ponto chave, John Turturro realizou este filme em forma de documentário para contar a história da cidade italiana.
As imagens servem a música nesta visita guiada pelas ruas, casas, pela praia e os cantores viram actores que contam, cantam e encantam. São o cartão de visitas para uma cidade de contrastes entre o burlesco e o sensual.
Um filme que dispõe bem!



Para mim, uma das cenas mais bonitas do filme

Fotos retiradas deste site

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Joel Xavier @Hard Club

Carimbo de entrada

Esta sexta-feira fui prendada com um concerto de Blues no Hard Club, Porto. Costumo ter alguma sorte em Passatempos, sobretudo se eles implicam o envio rápido de e-mails... começa a ser hábito que a participação resulte no meu nome na lista de vencedores, e desconfio que um dia que concorra e não vença vou sentir uma profunda desilusão ou acreditar seriamente que "falsificaram" os resultados. É como se tivesse adquirido um quase estatuto neste tipo de passatempos!! Brincadeiras à parte, o convite que veio em forma de carimbo, levou-me pela primeira vez ao Hard Club, depois de um dia todo a fazer arrumações em casa e em que a preguiça só não venceu, porque seria injusto ter ganho um convite e depois não ir, quando com certeza, muitos outros gostariam de lá estar. E ainda bem...
Conhecia o guitarrista de nome e de ter ouvido alguns comentários positivos, bem como de ter visto alguns vídeos no youtube.
Nenhum dos comentários ou vídeos faz jus aquilo a que tive o privilégio de assistir, sobretudo sabendo que se trata de um artista nacional, é um motivo de orgulho saber que naquele palco, a tocar daquela forma, estava um português.
Acompanhado por 2 músicos brasileiros, Markus Britto no baixo e Milton Batera na bateria, Joel Xavier que tocou com músicos como Herbie Hancock, Paquito d'Rivera e Chucho Valdés, deixou a plateia, em que me incluía, deliciada com a qualidade do espectáculo.
Sempre animado e de grande qualidade, o concerto manteve a plateia a dançar ou simplesmente e admirar o espectáculo musical.


No encore ainda fomos presenteados com "Hit the Road Jack...", música original de Percy Mayfield, que se tornou conhecida pela voz de Ray Charles e que todo o público fez questão de acompanhar de forma animada.
Joel Xavier, agradeceu ao Hard Club o convite e lamentou nestes 20 anos de carreira ter vindo tão poucas vezes ao Porto. Agradeceu também ao público e sem qualquer vedetismo, mostrou-se disponível para conversar, autografar CDs ou mesmo um papel a quem quisesse, bastava que o esperassem na entrada. 
Eu fiquei encantada com a forma simples e diria única como ele se mostrou acessível, não me lembro de ter assistido a um espectáculo tão magnífico e no final o artista se ter mostrado tão disponível. Apetece-me culpar as entidades responsáveis pela organização de concertos e distribuidoras por se esquecerem tantas vezes dos verdadeiros artistas neste país e os manterem "na penumbra" de grandes nomes internacionais que muitas vezes, ao vivo, só desiludem. 
Agradeço também eu ao Hard Club, pelo convite que recebi e sobretudo por ter trazido o Joel Xavier ao Porto. 
Obrigada!

sábado, 18 de dezembro de 2010

PAISAGENS... onde o negro é cor

 Foto de João Tuna

"Antes de ser PAISAGENS… onde o negro é cor, esta nova criação da Companhia Paulo Ribeiro circulou em documentos de trabalho com o títuloDedicatórias – 2010, sinalizando desde logo o conceito que a animava: dedicar um solo a cada uma das cidades que aderiram ao projecto, partindo das suas marcas identitárias. Ao longo do processo de trabalho, o conceito foi evoluindo do “retrato individual” para a “fotografia de conjunto”, isto porque as idiossincrasias se esbateram e acabou por emergir um território comum a todas elas: a qualidade humana dos encontros que se foram fazendo. As dedicatórias mantêm um destinatário reconhecível, mas PAISAGENS… é agora uma cartografia dançada sobre a identidade e a geografia sentimental de oito cidades portuguesas. O resultado final, segundo Paulo Ribeiro, “respeita os solos na íntegra, mas também os desconstrói, abrindo o leque de composições coreográficas”. Leonor Keil – de quem já se disse que era “muito provavelmente, a melhor bailarina do mundo” – é co-criadora e intérprete do solo dedicado ao Porto. Seremos capazes de a merecer?"

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Omara Portuondo & David Murray@Casa da Música


Numa sala quase cheia Omara Portuondo juntou-se a David Murray  para prestar homenagem a Nat King Cole.
Omara que chegou a actuar com Nat King Cole em Havana, foi convidada por David Murray para este espectáculo único na Casa da Música!! 
Eu, como espectadora do concerto, agradeço imenso pelos momentos extraordinários desta noite mágica e feita de recordações, "Quizas, Quizas, Quizas" na abertura, "Cachito" a meio e "Aqui se habla en amor" e com passagem por Amália Rodrigues "Casa Portuguesa", que Omara Portuondo fez questão de cantarolar.
Divinal, sublime... no more words to describe!!

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Gustavia

Foto de João Tuna


"Gustavia é um diálogo entre duas coreógrafas maduras, sozinhas num palco, frente a frente, duas cabeças diferentes apoiadas num mesmo corpo: andrógino, pernas compridas, cabelos claros. Mais do que um dueto, é um solo para dois corpos. Gustavia também é nome de mulher, mas é sobretudo um nome artístico.La Ribot: “É um clown sexual, uma amazona futurista. Ela evoca todos os fantasmas da mulher livre”. Mathilde Monnier: “É uma mulher contemporânea, paradoxal e contraditória”. Também é uma personagem que nos fala do palco e dos seus códigos, a esboçar um retrato do artista enquanto figura ridícula, que tropeça, cai e recomeça, sempre a transformar a incompetência em competência, sempre a pedir um pouco da nossa atenção. O burlesco é uma energia indisciplinada, que atravessa todas as artes sem se deixar aprisionar numa forma precisa e estável. Gustavia é um vaudeville burlesco. Duas mulheres trágicas e cómicas caminham de saltos altos num terreno acidentado. Procuram uma espécie de paraíso perdido – a infância e o riso, toca e foge, Bucha e Estica."

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Sombras


Foto de João Tuna

"Sombras de Ricardo Pais é e não é teatro. Tem o seu coração no Fado e inclui composições originais de Mário Laginha, mas – ao contrário do que acontecia em Raízes Rurais. Paixões Urbanas (1997) e Cabelo Branco é Saudade (2005) – a lógica dramatúrgica não advém exclusivamente da música. Sombrasassenta num apurado guião de textos onde Frei Luís de Sousa e Castro detêm um valor matricial, e é atravessado pelos nossos fantasmas lendários, o gosto das pequenas histórias, a melancolia das variedades, o vigor do fandango, o prazer cénico de experimentar os opostos, o desdobramento dos olhares sobre nós próprios – e a força percussiva da mais alta literatura dramática. Após a assombrosa recepção em Novembro passado, e antecedendo a apresentação no Théâtre de la Ville (Paris), Sombras reaparece no seu palco originário. Três oportunidades apenas para avaliar da materialidade destes assombramentos e incandescências da nossa natureza teimosa e paradoxal. Definitivamente, como se dizia a propósito de Fados (1994), do mesmíssimo e sempre diferente Ricardo Pais, “a nossa alma é uma coisa concreta”."


"Com Sombras, somos ao mesmo tempo fadistas e fandangueiros, cantando e rindo em cima desses mortos-vivos que edificaram Portugal – mas também em cima do património pessoal e colectivo que, desde Ninguém e Saudades: Um Hetero-Cabaret-Erosatírico, experiências fundadoras de 1978, Ricardo Pais foi construindo, e portanto descontruindo. Sombras – A nossa tristeza é uma imensa alegria é o último capítulo desta descida aos abismos do modo de ser português que nas mãos de qualquer outra pessoa podia ser só uma operação demolidora, mas que nas mãos de Ricardo Pais também tem um efeito regenerador. […] É um dos espectáculos mais complexos de Ricardo Pais – um prodígio de engenharia teatral."
Inês Nadais – Público (19 Nov. 2010)

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

T3+1


Hoje é dia para saudar o 13. Os 13 anos, o dia 13... 13, o número simplesmente, porque muito me fez rir e perante um encenador-actor que brilha mesmo no escuro e que nos enternece mesmo quando se revela fraco e com medo que a "mulher" possa chegar a qualquer momento.
Esta peça, teve para mim ligações perfeitas, não só pelo que vi, mas por tudo o que vivi.


T3+1 no TECA até 21 de Novembro


"Onde há arte, onde há talento, não há velhice, nem solidão, nem doença e a própria morte só existe pela metade... "

domingo, 7 de novembro de 2010

Debashish Bhattacharya

Fonte
Costumo ouvir que "Não há coincidências!" e que poderia eu esperar quando concorri ao passatempo promovido pelo JPN para ganhar 2 bilhetes para um concerto na Casa da Música, sem sequer ter ouvido uma música?
O que esperava ao certo não sei, mas acabei por ganhar os bilhetes e assim uma nova forma de passar um Domingo à noite que não numa sala em frente ao computador e com a TV ao fundo ligada para me fazer sentir algo semelhante a "uma companhia".
A world music costuma ser do meu agrado e quase todos os concertos nesta categoria a que assisti na Casa da Música, foram uma excelente surpresa.
Este acabou por não fugir à regra e a guitarra slide hindustandi fez-me viajar durante uma hora e meia por um país distante do meu, onde imaginei a vida, as cores, os sabores e pude ter nesse meu imaginário um cheiro bom, que tanto foge às declarações dos visitantes da Índia.
Acompanhado por Prabhu Eduarde nas tablas, Debashish não só celebrou o amor, como me deixou cá dentro uma sensação de paz e felicidade... aquilo que eu tanto precisava. E por isso quando penso que não há coincidências, só me ocorre que as nossas escolhas, ainda que impensadas vão de encontro às nossas necessidades, mesmo quando à partida nada assim o indica.

Para ouvir

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Hedda


Fonte
Olhar para Hedda como uma mulher à procura de um fundamento, de arma em punho, pronta a defender ou seguir uma ideia até ao fim e a sair vencedora derrotada numa morte contraditória, que funciona como uma coroa de folhas de videira na cabeça de quem perde. Uma mulher determinada a viver uma impossibilidade ou, roubando as palavras ao filósofo alemão Marcus Steinweg, determinada a viver “um sonho com valor de verdade”. E uma mulher que arrasta todos os que vivem em seu redor, questionando-os, desequilibrando-os, pondo-os em causa, como aliás a arte é e deve ser capaz de fazer.
José Maria Vieira Mendes - Excerto de “Sobre o trabalho: Hedda (Gabler)”. In "Hedda": [Dossier de Imprensa]. Lisboa: Artistas Unidos, 2010.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

DUETO PARA UM


Foto de João Tuna

"Stephanie procura resgatar‑se da impossibilidade física que lhe condiciona o acto e o pensamento.
Como a própria afirma, “é impossível mudar esta condição com determinação”. Stepanhie está dependente da inoperacionalidade de um corpo que a projecta na existência – no mundo, lugar do seu refúgio enquanto ser. Confrontada com essa impossibilidade, recusa‑se a aceitar uma outra situação e encaminha‑se para o acto último que a conduzirá à negação da sua manifestação num mundo que já não lhe surge sequer como propósito da própria vida.
O Homem é um ser no mundo – sozinho não existe – e é pela afirmação da vontade que vai adiando a inevitabilidade da morte. Para Stephanie, é precisamente a sua condição humana que impede, agora, que a sua vontade se afirme.
Nesta luta de milhares de anos para ultrapassar a nossa condição biológica, relembramo‑nos constantemente enquanto seres na natureza."
excerto do texto de Carlos Pimenta retirado do programa da peça "Dueto para Um"

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

O Filme do Desassossego

Fonte
"O meu desejo é de morrer, pelo menos temporariamente, mas isto, como disse, só porque me dói a cabeça. E neste momento, de repente, lembra-me com que melhor nobreza um dos grandes prosadores diria isto. Desenrolaria, período a período, a mágoa anónima do mundo; aos seus olhos imaginadores de parágrafos surgiriam, diversos, os dramas humanos que há na terra, e através do latejar das fontes febris erguer-se-ia no papel toda uma metafísica da desgraça. Eu, porém, não tenho nobreza estilística. Dói-me a cabeça porque me dói a cabeça. Dói-me o universo porque a cabeça me dói. Mas o universo que realmente me dói não é o verdadeiro, o que existe porque não sabe que existo, mas aquele, meu de mim, que, se eu passar as mãos pelos cabelos, me faz parecer sentir que eles sofrem todos só para me fazerem sofrer."
Livro do Desassossego de Bernardo Soares