quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

O bem que veio do mal...

Chaplin in Pictures, LVF - Outubro 2008

Cada pessoa que passa na nossa vida, passa sozinha, porque cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra. Cada pessoa que passa pela nossa vida passa sozinha, não nos deixa só, porque deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós. Essa é a mais bela responsabilidade da vida e a prova de que as pessoas não se encontram por acaso.

E por esta altura, eu achava que tinha perdido...
Mas hoje sou mais completa... mais FELIZ!!

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Quem será?

Lembro-me de ti com aquele sorriso de orelha a orelha, sempre pronto a "disparar" em qualquer direcção.
Fosse para amigo, inimigo ou para aquele que ainda nem tinha notado a sua presença, o "Mr. Wonderful just in Wonderland" não alterava a expressão.
Tinhas um sorriso que era sinónimo de simpatia, por vezes genuína, mas muitas outras vezes ilusória, fictícia... afinal vivias apenas no mundo da fantasia... afinal eras simplesmente o Cheshire Cat de Alice in Wonderland.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Frase do dia - Cultura

Biblioteca da casa do Goethe em Frankfurt

"Até hoje não vi nenhum Governo de Portugal, depois do 25 de Abril, (que) se tenha preocupado a sério com a cultura. As pessoas vivem tão mal em Portugal e os livros são tão indecentemente caros. Parece tudo conjugar-se para que a cultura não os ajude a ver mais longe."
António Lobo Antunes

domingo, 28 de dezembro de 2008

Aladino

Thanks to V.H.

E se ao trincar um quadradinho surgisse o George Clooney ou ...?
Humm!

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

25 Dezembro

A fragrância fresca no ar, um vestido curto e uns brincos feitos com carinho, a perspectiva da viagem com toques orientais, na companhia das palavras "Sinto Muito", marcadas pela minha "red bag", ao sabor de grãos de café doces e das torradas com doce de morango... o meu anjo a família, as palavras meigas, a amizade e o amor... não preciso de mais nada! Obrigada e...
Feliz Natal!!

sábado, 20 de dezembro de 2008

De Homem para Homem

TNSJ
"Inspirado numa história verídica, este monólogo para uma actriz em forma de conto poético e político atravessa cinquenta anos da História da Alemanha, entre os anos 30 e os anos 80, e conduz‑nos ao longo da vida de Ella. Ella é uma jovem de origem humilde que não consegue arranjar emprego, e casa com um homem mais velho para poder ter um tecto e o que comer. Quando Ella descobre que a ciática que Max diz ter é afinal cancro, decide juntar toda a informação necessária sobre o trabalho do seu marido. Max Gerricke morre, mas é Ella Gerricke quem é “enterrada”.
...
Parece‑nos um texto particularmente pertinente, por nos falar das escolhas que temos de fazer ao longo da nossa vida, entre sobreviver a qualquer preço ou procurar uma vida na verdade. Será que acreditar na Branca de Neve é sinónimo de estupidez ou de capacidade de confiar no Homem?
"

A noite prosseguiu, sendo majestic e até mesmo hot 5 (stars), porque não é tempo de olhar para trás...

"I just called to say I love you

I just called to say how much I care, I do
And I mean it from the bottom of my heart"

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

26

@home

Cada pétala liberta o aroma suave da sua intenção,
Cada botão contem estórias e histórias que se espalham ao longo dos anos,
Todo o ramo é a representação do amor de quem dá, felicidade e correspondente amor de quem recebe.


"A minha rosa sozinha. vale mais do que vocês todas juntas, porque foi a ela que eu reguei, que eu abriguei... Porque foi a ela que eu ouvi queixar-se, gabar-se e até, ás vezes calar-se. Porque ela é a minha rosa.

E então voltou para ao pé da raposa e disse:

- Adeus...

- Adeus - disse a raposa. - vou-te contar o tal segredo. É muito simples:

Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos...

Foi o tempo que tu perdeste com a tua rosa que tornou a tua rosa tão importante.

- Os homens já se esqueceram desta verdade - disse a raposa. Mas tu não te deves esquecer dela.

Ficas responsável para todo o sempre por aquilo que está preso a ti. Tu és responsável pela tua rosa..."

Excerto de "O Principezinho" de Saint-Exupéry

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Anjos

Pin Kaikai & Kiki de Murakami

Ele disse: - Estás muito bonita!!
Ela sorriu-lhe e respondeu: - Sabes... estou muito feliz... e o meu sorriso tem numa ponta o nome Paula e na outra o nome João!

São momentos como estes, que quero guardar para sempre no meu coração. Obrigada a todos os anjos que me ajudaram a ter aqui, o agora meu, Anjo!

sábado, 6 de dezembro de 2008

Cabaret

Montagem com imagens do "caderno"

Willkommen, bienvenus, benvindos... im Cabaret, au Cabaret, ao Cabaret!
A vida é um Cabaret e esta noite chuvosa, foi assim, muito bem passada!

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Purificados


"Purificados também é uma reflexão sobre a minha própria vida.
Sem que seja no entanto autobiográfico. Numa passagem de Fragmentos de um Discurso Amoroso, Roland Barthes diz que a situação de um apaixonado infeliz é comparável à de um prisioneiro de Dachau. Comecei por ficar muito indignada com esta comparação, parecia-me impossível que os sofrimentos do amor pudessem ser tão terríveis quanto os de um campo de concentração. Mas depois de muito reflectir, compreendi melhor o que Roland Barthes quer dizer. Ele fala da perda de si. Quando alguém se perde de si próprio, o que é que ainda lhe resta? Desembocamos numa ausência total de saída, numa espécie de loucura."
Sarah Kane

domingo, 30 de novembro de 2008

O Tigre e a Neve

"Quero fazer contigo o que a Primavera faz com as cerejas."
Pablo Neruda

Este filme é de facto um belíssimo hino ao amor.
Foi um prazer vê-lo em tão boa companhia, no quentinho do lar e transformar este frio domingo, num hino à amizade e companheirismo.
It's all about the secret!!

sábado, 29 de novembro de 2008

O Jogo do Anjo

Comporta - Agosto 2008

"Houve uma altura em que acreditei ter esgotado todos os esconderijos do mundo. Estava tão cansado de ter medo, de viver e morrer de recordações, que parei ali, onde a terra acabava e começava um oceano que, tal como eu, acorda todos os dias como no dia anterior, e deixei-me ficar."
Carlos Ruiz Zafón
C'est fini!

domingo, 16 de novembro de 2008

Licht

Entrada do metro Bockenheimer Warte com a Messeturm ao fundo - Frankfurt, Nov. 2008

Às vezes deixamos que a vida nos leve por caminhos tortuosos, instáveis, que nos destroem a alegria e nos arrastam para um caos que submerge das profundezas da alma... mas mesmo através da neblina de um olhar entristecido, é possível ver que existe uma luz que nos faz subir até onde apenas o sol brilha e as nuvens que turvavam os nossos olhos, são apenas o chão que firmemente pisamos a cada dia.
Um dia de cada vez...

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

O Mercador de Veneza


"If you prick us, do we not bleed?
If you tickle us, do we not laugh?
If you poison us, do we not die?
and if you wrong us, shall we not revenge?"

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

O poder dos sonhos

Exposição no Museu de Zoologia - Barcelona, 2007

Passamos a maior parte do tempo a desejar aquilo que não temos, como se fossem luzes no fundo do túnel que se mantêm sempre distantes e inalcançáveis.
Muitos resignam-se, mas alguns mantêm os sonhos e acreditam que a força do desejo pode ser um dia, a luz que encandeia de tão perto que está... já não existe um túnel, apenas o brilho da alegria bem presente que aquece a alma e esboça sorrisos ternos, eufóricos, alegres, felizes.
Hoje, sem nenhum sinal prévio o sorriso esboçou-se rejubilante, os olhos tornaram-se brilhantes, o dia tornou-se luminoso e o frio foi só uma questão meteorológica inegável.
Cá dentro tudo é quente, está quente pela felicidade, porque acreditar nos sonhos não significa fechar-se na “Neverland”, mas sim sair dela e mesmo assim acreditar que existem paixões que valem mesmo a pena…

domingo, 2 de novembro de 2008

Fugas

Estugarda , Janeiro 2007

Olho-me ao espelho e tento ver para além daquilo que os meus olhos permitem.
Tento espreitar as incertezas e os medos que me apertam o peito.
Ignoro os subterfúgios dos meus sentimentos e considero-os banais, mas no fundo são eles que me conduzem a uma melancolia forçada.
O peso dos dilemas a que me sinto submetida abatem-se em mim e começo a deixar penetrar uma angústia desesperante, em que uma palavra mal colocada numa frase qualquer, me deixa em pânico de ser abusivamente mal entendida.
(texto de 2005)