segunda-feira, 20 de abril de 2009

Correio Feminino #1


Quando fazemos tudo para que nos amem... e não conseguimos, resta-nos um último recurso, não fazer mais nada.

Por isto digo, quando não obtivermos o amor, o afeto ou a ternura que havíamos solicitado... melhor será desistirmos e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram.
Não façamos esforços inúteis, pois o amor nasce ou não espontaneamente, mas nunca por força da imposição.
Às vezes é inútil esforçar-se demais... nada se consegue; outras vezes, nada damos e o amor se rende a nossos pés.
Os sentimentos são sempre uma surpresa. Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixão ou um favor concedido.
Quase sempre amamos a quem nos ama mal, e desprezamos quem melhor nos quer.
Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor, e falhado, resta-nos um só caminho... o de nada mais fazer.

Clarice Lispector

texto original

domingo, 19 de abril de 2009

Correio Feminino


Esta semana recebi um livro que me trouxeram do Brasil. 
Correio feminino de Clarice Lispector.
Tinha-o visto em casa de uma amiga e fiquei apaixonada pelo aspecto... achei um livro lindo.
Comecei a lê-lo ontem e dei por mim a rir com os pequenos textos dirigidos às mulheres da década de 50 e 60. Decidi criar uma etiqueta dedicada a Clarice e ao seu Correio Feminino para partilhar alguns dos textos, que apesar de escritos há tanto tempo, continuam a ser tão adequados. A mulher evoluiu, mas o homem não continuará a apreciar o mesmo?!

"Seleção de textos extraída de suplementos femininos assinados sob pseudônimos por Clarice Lispector nos jornais Correio da Manhã e O Comício, e como ghost-writer de Ilka Soares no Diário da Noite. Segundo a organizadora Aparecida Nunes, a divisão do livro em cinco blocos "caracteriza o percurso de Clarice no ofício de falar para mulheres em linguagem acessível e sobre assuntos que interessam à natureza feminina". Mostrando-se mobilizada pela questão da emancipação da mulher, a colunista une entretenimento à informação, dá conselhos sobre beleza, culinária, moda e medicina, e ainda incita mudanças no comportamento das leitoras. É um retrato de hábitos e tendências da mulher brasileira nas décadas de 1950 e 1960."

sábado, 18 de abril de 2009

Gravity



Porque o Presente não saberia tão bem, se não tivesse já experimentado um sentimento que ficou preso no egoísmo de alguém... até que um dia, as algemas da insolência e do despeito não bastaram... e ele se escapou em busca da liberdade deste sorriso que trago hoje comigo.

"Something always brings me back to you. It never takes too long.
No matter what I say or do I'll still feel you here 'til the moment I'm gone.
You hold me without touch. You keep me without chains.
I never wanted anything so much than to drown in your love and not feel your rain.

Set me free, leave me be.
I don't want to fall another moment into your gravity.
Here I am and I stand so tall, just the way I'm supposed to be.
But you're on to me and all over me.

You loved me 'cause I'm fragile. When I thought that I was strong.
But you touch me for a little while and all my fragile strength is gone.

(...)

I live here on my knees as I try to make you see that you're
everything I think I need here on the ground.
But you're neither friend nor foe though I can't seem to let you go.
The one thing that I still know is that you're keeping me down.
You’re on to me, you’re on to me and all over...
Something always brings me back to you. It never takes too long."

quarta-feira, 15 de abril de 2009

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Uma dor alegre



"Amor, não deixe cair pelo chão
O que resta de nós, de nós
A dor se aperta em meu peito
E não deixa sair minha voz
De noite não deixa dormir minh'alma
De dia me vem roubar a calma
Me fere o espinho do pranto
Alegria não há
Sustaram-se meus acalantos
E eu vivo a chorar

Será que a vida é penitência
Pra quem ama de verdade
É preciso paciência
Pra curtir essa saudade
Em meu peito o tédio chega lentamente
Não há remédio, não há jeito
Nosso amor está doente"


A melhor forma de afugentar a tristeza é escrever algo profundo e dar-lhe um ritmo alegre.
Toda a dor passa a ser alegre! Assim me sinto hoje, alegremente dorida!
Os espinhos afugentam o tédio e lembram-me que estou viva... pelo menos sei que não parei no tempo!

sábado, 4 de abril de 2009

Transacções e Cabaret

Depois de uma fantástica tarde de sol, com almoço numa esplanada sossegada, servida por um rapaz simpático, um passeio de eléctrico à descoberta de uma vista magnífica sobre Lisboa, umas ruas com história, uma loja com sabonetes do Porto, umas fotos a cenas peculiares e uma limonada acompanhada de uma exclente conversa no terraço com Lisboa a meus pés, fui ao Teatro Maria Matos ver Transacções!

David Truscott, um milionário americano, pretende desfazer-se de um quadro de Pollock. Loren, uma ambiciosa marchand, propõe um leilão. Gerry, o marido psiquiatra, dá-lhe duas semanas para obter dividendos. Kel, Mindy, Manny, Phyllis e Dawn, são os bizarros licitadores. Personagens à bout de souffle, “obscenamente ricos” com dinheiro para estourar antes de estourarem consigo. No especulativo mercado da arte, dividido entre a ascensão social e a elevação artística, Loren procura o seu anjo:
“Se nós estamos algures a meio caminho entre o macaco e o anjo – aquilo – (olhando para a pintura) é o anjo.”.
(e como eu concordo com isto, eu já encontrei o meu!)

Depois seguimos para o Vintage deLUXE - Cabaret da Primavera, no Dia Mundial dos Malmequeres (em que me esqueci do meu).
O espectáculo foi soberbo: " burlesco (vintage strip-tease) e vaudeville com GO-GO LOLITA e a picante e estreante Ginger Sue, Lucky Lu e a doce Miss Scarlett, magia com Miss Mia, danças sensuais com as Charisse Sisters, a inocência marota da nossa MICHELLE D’ORLEANS" e last but not least, com o embriagado Dj Carlos DeLUXE que por pouco não caiu em cima de mim!
A night to remember!
Lisboa faz-me bem!

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Yo no...


Há dias em que só o som do "desc" inicial da palavra Desculpa, me deixa furiosa.
Há pessoas que até por darem um passo pedem desculpa!
Será que realmente tomam consciência de que eu afinal queria ir para a direita e eles foram para esquerda??
Ou pedem desculpa só porque acham que vai solucionar alguma coisa??
Já deram não já?! So let's move on!!
Para ti, caro FE tenho a dizer-te que se de alguma forma eu impusesse um limite para as "Desculpas" que cada pessoa na minha vida pode pedir, tu já terias excedido o teu há mais de 4 anos, dando é claro, o desconto do 1.º ano de experiência e de outros 2 de "benefício da dúvida". Por isso, não há mais bónus e por favor...
Desculpa
é só mesmo para aquelas coisas que tomamos consciência que fizemos sem a intenção de magoar/chatear a outra pessoa e que se pudéssemos voltar atrás não teríamos feito nada assim, e não para tudo aquilo que mesmo magoando alguém, nós faríamos de novo (vezes sem conta)!

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Felicidade



"Tristeza não tem fim
Felicidade sim

A felicidade é como a gota
De orvalho numa pétala de flor
Brilha tranquila
Depois de leve oscila
E cai como uma lágrima de amor

A felicidade do pobre parece
A grande ilusão do Carnaval
A gente trabalha o ano inteiro
Por um momento de sonho
Pra fazer a fantasia
De rei ou de pirata ou jardineira
Pra tudo se acabar na quarta-feira

Tristeza não tem fim
Felicidade sim

A felicidade é como a pluma
Que o vento vai levando pelo ar
Voa tão leve
Mas tem a vida breve
Precisa que haja vento sem parar

A minha felicidade está sonhando
Nos olhos da minha namorada
É como esta noite, passando, passando
Em busca da madrugada
Falem baixo, por favor
Pra que ela acorde alegre com o dia
Oferecendo beijos de amor

A felicidade é uma coisa boa
E tão delicada também
Tem flores e amores
De todas as cores
Tem ninhos de passarinhos
Tudo de bom ela tem
E é por ela ser assim tão delicada
Que eu trato dela sempre muito bem."

Vinicius de Moraes cantado por Maria Creuza e Toquinho, En la Fusa

E porque sou resistente, persistente, optimista... prefiro acreditar que a tristeza é um caminho incontornável na busca da Felicidade.
Sem ela não daríamos valor às coisas que realmente importam na vida, sem ela não poderíamos perceber a falta que algumas pessoas nos fazem, o quanto a inexistência de um certo objecto poderia afectar o nosso bem estar.
Às vezes, quando me sinto triste, olho para o meu Angel of Hell e consigo esboçar um sorriso que me traz de volta a terra firme. Aquele quadro é sem dúvida a melhor prova física que vale a pena acreditar e que essa força em si, nos pode fazer muito felizes.
A profunda tristeza foi lançada pela janela do 3.º andar há muitos meses atrás, no dia em que percebi que se havia algo que não valia a pena lutar, era para ter o carinho, amor de alguém que no fundo nunca conseguiu olhar para mim... e VER-ME!!
Por isso, canto:
"A Tristeza não tem fim, até abrirmos a porta à Felicidade"
... e fechei a porta atrás de mim!

Nota: Apesar de me ter agradado mais a versão da Mayra Andrade, por ser mais alegre, coloquei esta versão que também gostei!

terça-feira, 31 de março de 2009

As 3 mosqueteiras

Museu Colecção Berardo - CCB - Lisboa

Neste momento ainda tenho a sensação que estás lá no fundo da rua, a arrumar as revistas e jornais do fim de semana, a ler um artigo ou a escolher mais uma foto para ilustrar o texto que acabaste de escrever...
As 2 que ficamos, sabemos que a distância não impossibilita o diálogo, o apoio, o pensamento e a partilha... mas os jantares, as saídas, as alegrias e as tristezas não serão plenas... falta-nos a 3.ª mosqueteira!
Guardamos as espadas com a certeza que a "luta" regressará em breve e em todo o esplendor.
Entretanto manteremos o pacto de felicidade, da resistência aos sorrisos "Cheshire cat", aos acenos no meio do trânsito, e às falhas de personalidade.
Aguardamos aquela noite amena para provarmos o Tanqueray juntas e quem sabe aquela companhia masculina que tanto nos fez rir e nos consolou a alma...
Esperamos a altura certa para mentirmos acerca da nossa profissão e jurarmos por tudo que somos cabeleireiras... nada de profissões que causem atrito!
Sabemos que é tudo por uma boa causa e afinal daqui a pouco também estarei aí, deixando Athos, Porthos ou Aramis entregue ao seu trabalho, para que me possas mostrar essa cidade desconhecida e todas as outras coisas que decerto vais descobrir...
Aproveita...
"Uma por todas e todas por uma!"
Bis gleich!

quinta-feira, 26 de março de 2009

Pintar a Vida


Acordar numa manhã de Verão ou de Inverno, mas sempre com uma enorme vontade de fazer daquele dia, o melhor de todos. Olhar para o branco das paredes de um quarto quase vazio e imaginar nelas quadros vermelho-púrpura, com toques de purpurina e aquela foto em que sorrio, mesmo sem saber que estou a ser fotografada. É assim que quero ser, alguém que sorri sempre, mesmo quando os dias não correm tão bem.
Quero olhar para o outro lado na minha cama e sorrir ao ver o local intacto.
Ter despudor de estar sozinha, porque como alguém disse “estar só, não é sinónimo de se ser só” e eu não sou só, estou apenas sozinha.
Por vezes, temos de fazer opções na vida e embora muitas vezes nos deixemos reger por aquilo que é tido como socialmente correcto no padrão das relações pessoais, eu sou tida como anti-social nesse aspecto.
O normal, para os “comuns”, não é viver só, embora hoje em dia haja cada vez mais pessoas a fazê-lo. No entanto, muitos assumem isso como um ponto negativo, uma fraqueza, algo a ser colmatado num futuro próximo.
Assumo, pela minha experiência que viver sozinha, para mim, é algo muito benéfico e extremamente estimulante. É óbvio que não passo o dia sozinha, mas naquele momento em que entro naquele espaço que considero o meu santuário e que é a minha casa, sinto uma paz imensa.
Não sou de me reger por estereótipos e isso espelha-se também nas minhas relações.
Ter muitos amigos não é sinónimo de se ser boa pessoa. Para mim o mais importante é ter bons amigos. A amizade tem para mim um valor incalculável e como todas as coisas com valor incalculável, acabam por ser poucas, mas genuínas. Cada amigo com o seu estilo, uns mais extrovertidos outros mais pacatos, presentes em diversos momentos da minha vida, mas aquele a quem passo a considerar amigo, dificilmente deixa de o ser. Uns mais ausentes, outros mais presentes, mas todos no meu coração.
No Amor consigo ser ainda mais restrita. Tive algumas paixões, alguns supostos “clicks” à primeira vista, mas Amor, Amor… senti… sinto… vivo apaixonada…, porque viver sem amor, para mim não é viver. Só esse alguém, conhece todas as minhas “máscaras”, as minhas fraquezas, aquela faceta que só mostramos às pessoas especiais.
(...)
Talvez um dia consiga ser hedónica por vocação e não apenas por desejo e dar primazia ao prazer, evitando sobretudo aquilo que é desagradável…simplificando as coisas e não complicando.
Queria sim, ter a oportunidade de fazer na minha vida tudo aquilo que gosto e viver cada momento como se fosse o último. Ser talvez como a Efémera, que está muito em voga, e ao fim do dia, em vez de me apaixonar como faz a Efémera no spot, sentar-me numa cadeira de baloiço ao luar e enviar numa estrela-cadente, um beijo para aquele alguém especial que se encontra algures, com a certeza que é muito querido. No pensamento desse alguém, quero estar a sorrir, porque, citando-me a mim mesma, “é a sorrir que vou conquistar aquilo que quero”!!
Texto de 2 Novembro de 2005

sexta-feira, 20 de março de 2009

Tambores na Noite


Em mais uma noite de estreia juntam-se os amigos na noita amena de sexta-feira e durante o jantar já se podiam ouvir os Tambores ao longe a anunciar a Revolução.
Desta vez, deixo um excerto da peça:

Criado:
O amante da pele de crocodilo vindo de África esperou quatro anos e a noiva ainda segura o lírio na mão. Mas o outro amante, um homem de botas abotoadas, não a liberta e a noiva que ainda segura o lírio na mão não sabe com qual deles há-de ir.

Voz:
Mais nada?

Criado:
A revolução nos bairros da imprensa também entra na história e, além disso, ainda há um segredo que a noiva tem e que o amante de África que esperou quatro anos não sabe. Ainda não há resultados à vista.

Voz:
Ainda nada se decidiu?

Criado:
Ainda não há resultados à vista.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Os pedaços que ficam...

Studio Film Club Collection by Peter Doig - Shirn Kunsthalle, Frankfurt

Quero dizer-te uma coisa simples:

a tua ausência dói-me.
Refiro-me a essa dor que não magoa, que se limita à alma;
mas que não deixa, por isso,
de deixar alguns sinais -
um peso nos olhos, no lugar da tua imagem, e um vazio nas mãos.
Como se as tuas mãos lhes tivessem roubado o tacto.
São estas as formas do amor,
podia dizer-te; e acrescentar que as coisas simples
também podem ser complicadas,
quando nos damos conta da diferença entre
o sonho e a realidade.
Porém, é o sonho que me traz a tua memória;
e a realidade aproxima-me de ti,
agora que os dias correm mais depressa,
e as palavras ficam presas numa refracção de instantes,
quando a tua voz me chama de dentro de mim -
e me faz responder-te uma coisa simples,
como dizer que a tua ausência me dói.


Nuno Júdice

A memória que traz de volta os momentos felizes, os abraços, os beijos, o carinho... o AMOR! Aquilo que o tempo não deixa mais ir buscar...
A vontade já não persiste na ânsia de um momento irrepetível, aprecio o presente, com o olhar de observadora distante das paixões.
Apaixonada, sinto-me burra e ando com ânsia da intelectualidade demasiado racional... aprecio as fases distintas da vida, mas denoto que me cai a saudade para a intensidade dos momentos... aqueles momentos tão únicos, tão nossos...
Voltarei, não para ti, mas para as paixões!

sábado, 14 de março de 2009

Janis e a Tartaruga


Fonte

"Janis é uma jovem à boleia pelas estradas de um país em mudança. A força interior que a acompanha nesta viagem é apenas um reflexo de uma geração que incorporou a mudança social como o maior dos desejos colectivos.
Janis é a voz de uma juventude que procurou encontrar-se a si própria através do excesso e que procurou na diferença um manifesto para a auto-afirmação. O espaço-tempo desta peça encontra frente-a-frente as drogas e a libertação sexual, a música rebelde e os sentimentos anti-guerra, a luta anti-racista e o alcance de uma existência mais verdadeira."

Tiro o chapéu à actriz Filomena Cautela por esta interpretação, pois estar sozinha em palco, ouvir umas bocas de uns "infiltrados" com menos educação e mesmo assim nunca perder o fio à meada é de louvar. Gostei muito!
De seguida as 5 donzelas foram saborear a Vida de Princesa enquanto os cavalheiros foram cear algo substancial para depois irmos tocar à campainha do número 85 da Rua do Breyner e ouvir a banda Humus que a mim, me agradou bastante (Parabéns Diogo).
E eu, lá consegui sair à noite! :-)

quinta-feira, 12 de março de 2009

Caveman


11 Março 2009 - Rivoli
Ele disse-lhe:
- O problema é que tu queres risotto todos os dias!

Ela, depois de reflectir, respondeu apenas:
- Eu não quero risotto todos os dias... eu apenas quero, que cada vez que como risotto, ele esteja muito bem condimentado!

E isso, ele nunca iria perceber... e no fundo, ela já não estava à espera disso!

terça-feira, 10 de março de 2009

A Casa dos Budas Ditosos



Assim como temos momentos que marcam a nossa vida, existem livros que marcam a diferença pela forma como comovem ou pela sua audácia. Tendo em conta esta última recordo-me de, na altura em que terminei a licenciatura, fazer esporadicamente viagens para o Porto, nas quais visitava o quiosque do chá no Península para saborear o jasmim e fazer companhia à menina do chá, a minha linda amiga Fer.
Numa dessas tardes divertimo-nos imenso à custa do livro que ela estava a ler "A Casa dos Budas Ditosos"! Este livro de João Ubaldo Ribeiro, fazia parte da colecção Plenos Pecados e retratava a Luxúria de um forma desprovida de tabús, é um depoimento socio-histórico-lítero pornô, como nos refere CLB, uma mulher de 68 anos que protagoniza a história.
O livro que inspirou a peça com o mesmo nome, interpretada por Fernanda Torres e que chegou a estar em cena no TNSJ (até hoje tenho pena de não ter visto), conta-nos as memórias, maioritariamente sexuais da senhora ,com toques libertinos, picantes, arrojados.
Pude ler o livro depois e nunca mais me saiu da memória a audácia. Quis tê-lo, mas a edição portuguesa ficava muito aquém da brasileira em termos de ilustração, material (porque o design também conta)... então decidi esperar pela hipótese de ter o original.
Esperei mais de 4 anos e ele chegou em jeito de prenda muito querida, transportada por musas demoníacas em fuga do quotidiano e agora ele permanece em destaque na mesa da sala, em que o admiro e leio de novo para recordar, em que sorrio e percebo que...
vale a pena esperar!

domingo, 8 de março de 2009

Feliz Dia da Mulher



... para todas as Mulheres!!
Um beijo em especial para as Mulheres que fazem parte da minha vida: a Amália, as 2 Anas (Norte e Sul), a Fer, a Mary, a Maga, a M.S.,
a Neia e em especial às duas mulheres que são os pilares da minha vida, a minha Mãe e a minha Avó (que me ofereceu esta flor).

"Uma mulher bonita não é aquela de quem se elogiam as pernas ou os braços, mas aquela cuja inteira aparência é de tal beleza que não deixa possibilidades para admirar as partes isoladas."
Lucius Annaeus Seneca (4 a.C. -65 d.C.)

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Palermo shooting


Depois de uma sexta-feira atribulada e em grande correria, no final do dia a ida ao Fantasporto não foi adiada, apesar do cansaço que tinha.
Com Wim Wenders a apresentar este filme dando uns toques humorísticos ao discurso, valeu a pena contrariar o cansaço inerente às sextas-feiras (sobretudo desta).
Palermo Shooting retrata a história de um fotógrafo, Finn Gilbert (Campino), a quem a vida corria bem (aparentemente), tinha dinheiro, fama e uma vida social activa.
No entanto, Finn depara-se com uma questão crucial, muito em voga na actual sociedade: "O que falta na minha vida?"
A Morte torna-se na questão central desta história, embora ninguém morra. Finn começa a ser "perseguido" por um personagem ilusório que representa a morte e do qual tenta escapar. Com isso é levado até Palermo onde conhece Flávia (Giovanna Mezzogiorno), restauradora de um fresco chamado " Vitória da Morte em Palermo".
Um filme diferente e com momentos dignos de registo.
A viagem de regresso a casa também foi preenchida de momentos divertidos na companhia de Lady Maga e Mr. Showgun.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Mais um...


filme indiano!
Acho que é um justo vencedor, apesar de ter apreciado muito "O Estranho caso de Benjamin Button" e a interpretação do Brad Pitt, a história apaixonante de Slumdog Millionaire, arrebatou-me (ou como diria a minha querida Muse of Hell, "dispõe bem")!
As crianças são fantásticas, a fotografia excelente, o Jamal de uma simplicidade e sinceridade que chega a tocar o coração, a Latika de uma beleza genuína e a mobilização de um país pelo sonho indiano que na realidade também podia ser o nosso.
Assim como a resposta de Jamal estava no destino, não estará a resposta para cada um de nós no destino também?! A busca incessante da felicidade, o não ter medo de arriscar, na forma às vezes cómica como aquelas crianças aprendem a ganhar a vida (parte do guia do Taj Mahal) e até ao fim da linha o acreditar que o sonho se pode realizar!
Eu acredito no destino e tenho um Anjo que me faz continuar a acreditar a cada dia!
A música fantástica que valeu um dos óscares e as imagens deste excelente filme:


"...
- Vamos fugir!
- E vamos viver de quê?
- De AMOR!"